Mercado Apostas Online Portugal Números — GGR e Crescimento | Relvado

Updated Julho 2026
Licensed
Available in US
Fast payouts
18+ Only
Want more predictions?
Join our Telegram channel
Join
Números do mercado de apostas online em Portugal

1.2 mil milhões de euros — a dimensão do mercado regulado português

Quando comecei a apostar em Portugal, o mercado regulado mal existia. O primeiro operador recebeu licença em 2016 e as opções eram limitadas, as interfaces rudimentares e o volume de apostas modesto. Uma década depois, o cenário é irreconhecível. O GGR. Gross Gaming Revenue, a receita bruta dos operadores após pagamento de prémios, atingiu 1.2 mil milhões de euros em 2025, segundo dados da SRIJ reportados pela 15M. É um mercado que cresceu exponencialmente e que ainda não atingiu o teto.

Para colocar este número em perspetiva: o GGR de 1.2 mil milhões representa o que os operadores retiveram após pagar todas as apostas vencedoras. O volume total de apostas é várias vezes superior, só no terceiro trimestre de 2025, o volume de apostas desportivas atingiu 504.6 milhões de euros. Multiplicando por quatro trimestres com variações sazonais, o volume anual ultrapassa confortavelmente os 2 mil milhões de euros. Em cada euro apostado na Liga Portugal, uma fatia regressa ao apostador sob forma de prémio e outra fica com o operador, e a margem dos bookmakers no mercado português ronda os 23%, segundo a iGaming Business no primeiro trimestre de 2025.

Evolução trimestral — o padrão de crescimento

O crescimento do mercado não é linear. Segue um padrão sazonal ligado ao calendário desportivo, e este padrão é crucial para quem aposta profissionalmente.

O primeiro trimestre tende a ser forte: a Liga Portugal está em plena atividade, a Liga dos Campeões entra na fase de eliminatórias e o público apostador mantém o envolvimento do início da temporada. O IEJO, o Imposto Especial de Jogo Online, gerou 99.3 milhões de euros no quarto trimestre de 2025, um crescimento de 11.3% face ao mesmo período do ano anterior. Este crescimento consistente, trimestre após trimestre, reflete a maturação de um mercado que ainda está a absorver novos apostadores, os 34.9% de novos registos na faixa 18-24 anos garantem uma renovação constante da base de clientes.

O segundo trimestre sofre tipicamente uma ligeira retração com o final da temporada de futebol, recuperando no terceiro trimestre com o início da nova época. O quarto trimestre, com os primeiros meses da temporada e o pico de marketing dos operadores, tende a ser o mais forte. Para o apostador, esta sazonalidade tem uma implicação prática: no verão, quando o fluxo de apostas na Liga Portugal cai, os mercados menos líquidos podem apresentar odds menos eficientes, e menos eficiência significa mais oportunidades de valor para quem está atento.

O número de operadores licenciados estabilizou em 18, com 32 licenças ativas — 13 para apostas desportivas e 18 para casino. A concentração do mercado nos operadores maiores é evidente: os três ou quatro operadores principais captam a esmagadora maioria do volume. Mas a existência de operadores mais pequenos garante alguma concorrência nos preços, o que beneficia o apostador através de odds marginalmente melhores e promoções mais agressivas.

Receita fiscal — o contributo para o Estado

A receita fiscal gerada pelo mercado de apostas online é um argumento político tanto quanto económico. Em 2025, o setor gerou 353 milhões de euros em receita fiscal, um valor que contribui diretamente para o orçamento do Estado e que justifica, na perspetiva governamental, a manutenção de um mercado regulado e fiscalizado.

A estrutura do IEJO é frequentemente criticada pelos operadores: 8% sobre o volume de apostas desportivas e 30% sobre a receita bruta de casino. A taxa sobre apostas desportivas incide sobre todo o dinheiro apostado, não sobre o lucro, o que significa que um operador pode pagar imposto mesmo quando está a perder dinheiro num determinado mês. Esta particularidade torna o mercado português um dos mais pesados fiscalmente na Europa para operadores de apostas desportivas.

Para o apostador, o impacto é indireto mas real. A carga fiscal comprime as margens dos operadores, que compensam oferecendo odds ligeiramente inferiores às disponíveis em mercados com tributação mais favorável. A diferença é pequena, tipicamente 2-5% por odd, mas acumula-se ao longo de centenas de apostas. É uma das razões pelas quais 40% dos apostadores portugueses recorrem a plataformas ilegais, segundo a APAJO, a tentação de odds melhores é compreensível, ainda que os riscos sejam reais e documentados.

Projeções — para onde vai o mercado português

A trajetória de crescimento do mercado regulado português aponta para a continuação da expansão nos próximos anos, impulsionada por vários fatores convergentes.

A digitalização da população jovem garante uma base crescente de novos apostadores. A centralização dos direitos televisivos da Liga Portugal, prevista para 2028/29, pode aumentar a visibilidade da liga e, consequentemente, a atividade nos mercados de apostas. A maturação das plataformas móveis torna as apostas mais acessíveis, e a acessibilidade é o motor principal do crescimento em qualquer mercado de entretenimento digital.

Mas o crescimento depende de duas variáveis regulatórias. A primeira é a revisão fiscal: se a taxa de 8% sobre volume for ajustada para uma taxa sobre receita bruta, os operadores terão margem para oferecer odds mais competitivas e reter os apostadores que hoje migram para o mercado ilegal. A segunda é a eficácia do combate à ilegalidade, os 2,501 sites bloqueados desde 2015 demonstram esforço, mas os 40% de apostadores no mercado ilegal demonstram que o esforço é insuficiente.

Para o apostador de longo prazo, as projeções do mercado importam porque um mercado maior é um mercado mais eficiente, odds mais precisas, mais mercados disponíveis, mais concorrência entre operadores. A Liga Portugal, com as suas 18 equipas e 34 jornadas, beneficia diretamente desta evolução: mais volume de apostas nos jogos da liga traduz-se em linhas mais apertadas, mercados secundários mais líquidos e, paradoxalmente, mais oportunidades para quem faz análise própria e encontra as discrepâncias que o mercado mainstream não capta.

Quanto vale o mercado de apostas online em Portugal?

O GGR do mercado regulado atingiu 1.2 mil milhões de euros em 2025. O volume de apostas desportivas no terceiro trimestre foi de 504.6 milhões de euros. A receita fiscal total do setor gerou 353 milhões de euros para o Estado. O mercado conta com 18 operadores licenciados e 4.93 milhões de jogadores registados.

Qual é o imposto sobre as apostas desportivas em Portugal?

Os operadores pagam 8% sobre o volume mensal de apostas desportivas (IEJO). Esta taxa incide sobre todo o dinheiro apostado, não sobre o lucro. Para o jogador, os ganhos em apostas estão isentos de IRS — o imposto recai exclusivamente sobre os operadores.